Como funciona e o que esperar
Tafetá e seda formam a família dos tecidos brilhantes e estruturados.
A seda natural, produzida pelo bicho-da-seda, tem um brilho vivo que muda de intensidade conforme a incidência da luz e um toque frio e escorregadio inconfundível.
O tafetá é um tipo de tecelagem, hoje quase sempre feita em poliéster ou em misturas com seda.
Produz uma superfície firme, levemente crocante ao manuseio e capaz de sustentar pregas rígidas sem murchar.
Em cortinas, ambos entregam o mesmo efeito visual: painéis que parecem esculpidos, com dobras nítidas e reflexos que dão profundidade à parede.
Por isso são o material preferido em projetos clássicos, neoclássicos e formais, muitas vezes combinados com bandôs estruturados, franjas e passamanarias.
Do ponto de vista funcional, o desempenho é moderado.
Filtram a luz, mas não bloqueiam bem, e quase sempre pedem um forro — de blackout ou de tecido neutro — que também tem a função de proteger a fibra da radiação solar.
A seda natural é notoriamente sensível: desbota rápido, mancha com água e exige lavagem profissional.
O tafetá sintético resolve grande parte dessas limitações mantendo o efeito visual, e é a escolha racional para a maioria das residências brasileiras, onde a incidência solar é intensa.



